domingo, 10 de abril de 2011

Dedo verde

Essa semana tive vários acontecimentos e aprendizados, de início tivemos uma reunião com o Secretário de Meio Ambiente de Minas Gerais, Adriano Magalhães. Na reunião estiveram presentes representantes das ONGs do Triângulo Mineiro, OPA, ANGA, Cer Vivo e AMAR. Discutimos muitos pontos interessantes para o  desenvolvimento sustentável do Triângulo Mineiro. A reunião foi bem produtiva e sinto que os resultados também serão. Sinto que nessa gestão muitas coisas serão modificadas positivamente e a questão ambiental terá um foco muito maior no desenvolvimento de Minas Gerais.
Foto: Thaianne Henriques (OPA), Secretário Adriano Magalhães, Gustavo 
Malacco (ANGA), Marco (AMAR) e Antônio Geraldo (Cer Vivo).

Depois da reunião iniciamos o Congresso do Ministério Público de Meio Ambiente na Região Sudeste, que teve a participação de pessoas importantes como o Governador de Minas Gerais, Anastasia, o Secretário de Meio Ambiente de Minas Gerais, Adriano Magalhães, Presidente da ABRAMPA e Procurador de Justiça de MG, Jarbas Soares Junior, dentre outros.
As discussões foram ricas e proveitosas, vários assuntos abordados desmistificou minha visão do judiciário mineiro. Discussões como a ministrada por Flávio Fonseca sobre o Patrimônio Ambiental nos Geosistemas Ferruginosos no Brasil mostrou a importância da Preservação Ambiental em ambientes ferruginosos, que são totalmente explorados pelas mineradoras de ferro sem levar a consideração arqueológica e ambiental de grande valor para a ciência. 
A promotora Vannia Maria Damaceno em suas colocações me mostrou um dado que me fez alterar meu modo de vida alimentar, que é o gasto de água para produção de carne de boi. Vocês sabiam que para produzir um kilo de carne de boi é gasto 15.000 litros de água? QUINZE MIL!!! É muita coisa, depois disso  não pretendo ser vegetariana e nem é esse o objetivo de mostrar esses dados, mas pretendo reduzir meu consumo. Pois eu não preciso comer carne bovina no café da manhã com presunto, no almoço com bife, no lanche da tarde com cachorro quente e no jantar carne moída. Podemos reduzir não podemos? Se cada um fizer sua parte podemos aproveitar melhor esse recurso natural que não é ilimitada!!! Faça a sua conta de quanto de água você consome: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/agua-virtual-como-fazer-conta-577221.shtml 
Outra discussão rica foi sobre a Jurisprudência Ambiental do STJ e Direito Ambiental Internacional, abordados pelo Ministro Antônio Herman Benjamin (STJ), Kenneth Markowitz (INECE, Estados Unidos) e Richard Ottinger (Pace University Law School, Estados Unidos). Mesmo sem poder dar seu posicionamento sobre as alterações propostas para o Código Florestal o ministro demonstrou sua preocupação com as mudanças que uma pequena minoria da população propõe para todos os brasileiros e as gerações futuras que dependerão dessa decisão.
Para entenderem melhor essa discussão sobre o código florestal  coloco abaixo o vídeo da Fundação O Boticário que mostra um pouco das propostas de modificação e o que elas podem acarretar para o Brasil:


Para finalizar esse post gostaria de explicar o porquê do título Dedo Verde. Um dos homenageados do evento foi o Desembargador Nepomuceno Silva, que mesmo estando no hospital na hora que recebeu o convite decidiu ir ao evento nos homenagear com palavras belíssimas que mudaram o curso de vida de muitos presentes. Nepomuceno nos contou a estória do Menino de Dedo Verde, que tudo que ele encostava ele conseguia transformar em uma coisa boa, e é isso que o mundo espera de nós, ambientalistas, que tudo que encostamos seja para a melhora ambiental. E vale ressaltar que TODOS que lidam com as questões ambientais, sejam biólogos ou promotores, possuem a obrigação de ser ambientalistas em TODAS suas decisões. 





sexta-feira, 1 de abril de 2011

A quem serve a transposição das águas do São Francisco?

Essa é uma pergunta que fiz em pleno sertão nordestino, em uma cidade chamada Cedro. Passei muitos dias nessa cidade através do Projeto Rondon, conheci uma realidade distante do Triângulo Mineiro, conheci também o que é fome, sede e falta de qualidade de vida.
Nos "hospedamos" em uma das melhores casa da cidade e mesmo assim me senti como se eu não estivesse numa casa. Lá a comida era servida com carne do açouge público, a água para beber vinha em um galão sem tampa e sem tratamento e faltava diariamente água para tomar banho e para outros usos.
Fomos lá para fazer um trabalho de sensibilização, então um dia quando estava ministrando uma palestra sobre a Riqueza da Caatinga perguntei para eles: " O que vocês acham da transposição? Será uma conquista que vai trazer água para vocês?"
A resposta foi unanime "Isso é só para levar água para os ricos."
Lembrei desse fato após ler o artigo abaixo. Espero que todos que estejam lendo reflitam um pouco sobre o rumo que o Brasil está tomando.

Artigo do geógrafo Aziz Ab´Sáber*, publicado no site Envolverde na terça-feira (22).
É compreensível que em um país de dimensões tão grandiosas, no contexto da tropicalidade, surjam muitas ideias e propostas incompletas para atenuar ou procurar resolver problemas de regiões críticas. Entretanto, é impossível tolerar propostas demagógicas de pseudotécnicos não preparados para prever os múltiplos impactos sociais, econômicos e ecológicos de projetos teimosamente enfatizados.

Nesse sentido, bons projetos são todos aqueles que possam atender às expectativas de todas as classes sociais regionais, de modo equilibrado e justo, longe de favorecer apenas alguns especuladores contumazes. Nas discussões que ora se travam sobre a questão da transposição de águas do São Francisco para o setor norte do Nordeste Seco, existem alguns argumentos tão fantasiosos e mentirosos que merecem ser corrigidos em primeiro lugar. Referimo-nos ao fato de que a transposição das águas resolveria os grandes problemas sociais existentes na região semi-árida do Brasil.

Trata-se de um argumento completamente infeliz lançado por alguém que sabe de antemão que os brasileiros extra-nordestinos desconhecem a realidade dos espaços físicos, sociais, ecológicos e políticos do grande Nordeste do País, onde se encontra a região semi-árida mais povoada do mundo.

O Nordeste Seco, delimitado pelo espaço até onde se estendem as caatingas e os rios intermitentes, sazonários e exoreicos (que chegam ao mar), abrange um espaço fisiográfico socioambiental da ordem de 750.000 quilômetros quadrados, enquanto a área que pretensamente receberá grandes benefícios abrange dois projetos lineares que somam apenas alguns milhares de quilômetros nas bacias do rio Jaguaribe (Ceará) e Piranhas/Açu, no Rio Grande do Norte. Portanto, dizer que o projeto de transposição de águas do São Francisco para além Araripe vai resolver problemas do espaço total do semi-árido brasileiro não passa de uma distorção falaciosa.

Um problema essencial na discussão das questões envolvidas no projeto de transposição de águas do São Francisco para os rios do Ceará e Rio Grande do Norte diz respeito ao equilíbrio que deveria ser mantido entre as águas que seriam obrigatórias para as importantíssimas hidrelétricas já implantadas no médio/baixo vale do rio - Paulo Afonso, Itaparica e Xingó.

Devendo ser registrado que as barragens ali implantadas são fatos pontuais, mas a energia ali produzida, e transmitida para todo o Nordeste, constitui um tipo de planejamento da mais alta relevância para o espaço total da região.

Segue-se na ordem dos tratamentos exigidos pela idéia de transpor águas do São Francisco para além Araripe a questão essencial a ser feita para políticos, técnicos acoplados e demagogos: a quem vai servir a transposição das águas?

Os "vazanteiros" que fazem horticultura no leito dos rios que "cortam" - que perdem fluxo durante o ano- serão os primeiros a ser totalmente prejudicados. Mas os técnicos insensíveis dirão com enfado: "A cultura de vazante já era". Sem ao menos dar qualquer prioridade para a realocação dos heróis que abastecem as feiras dos sertões. A eles se deve conceder a prioridade maior em relação aos espaços irrigáveis que viessem a ser identificados e implantados. De imediato, porém, serão os fazendeiros pecuaristas da beira alta e colinas sertanejas que terão água disponível para o gado, nos cinco ou seis meses que os rios da região não correm.

Um projeto inteligente e viável sobre transposição de águas, captação e utilização de águas da estação chuvosa e multiplicação de poços ou cisternas tem que envolver obrigatoriamente conhecimento sobre a dinâmica climática regional do Nordeste. No caso de projetos de transposição de águas, há de ter consciência que o período de maior necessidade será aquele que os rios sertanejos intermitentes perdem correnteza por cinco a sete meses.

Trata-se, porém, do mesmo período que o rio São Francisco torna-se menos volumoso e mais esquálido. Entretanto, é nesta época do ano que haverá maior necessidade de reservas do mesmo para hidrelétricas regionais. A afoiteza com que se está pressionando o governo para se conceder grandes verbas para início das obras de transposição das águas do São Francisco terá conseqüências imediatas para os especuladores de todos os naipes.

O risco final é que, atravessando acidentes geográficos consideráveis, como a elevação da escarpa sul da Chapada do Araripe - com grande gasto de energia!-, a transposição acabe por significar apenas um canal tímido de água, de duvidosa validade econômica e interesse social, de grande custo, e que acabaria, sobretudo, por movimentar o mercado especulativo, da terra e da política.

No fim, tudo apareceria como o movimento geral de transformar todo o espaço em mercadoria.

*Aziz Ab´Sáber é geógrafo, professor e escritor. Doutor em Geografia Física (USP), ganhador do prêmio Ciência e Meio Ambiente da Unesco, também foi presidente da SBPC e do Condephaat e diretor do Instituto de Geografia da USP.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Serra da Canastra

Não postei antes pois o trabalho antes de um evento sempre pede mais dedicação. No sábado realizamos um evento que marcou a vida de muitas pessoas, foi o Lançamento do livro " Serra da Canastra, diversidade infinita". Tivemos a presença dos autores, Laís Duarte, Adriano Gambarini e Rogério Cunha, foi uma experiência unica, vi algumas imagens que me fizeram ver a Serra de outros ângulos.
Os palestrantes abordaram questões interessantes da fauna, flora, geologia e a cultura da Serra.
Em novembro do ano passado fui para a Serra com o laboratório de Ornitologia da Universidade Federal de Uberlândia, enxerguei a Serra de uma forma bastante científica, fizemos trabalhos com a aves mais interessante que já observei, o "Galito", ele é uma espécie considerada pelo IBAMA como vulnerável, e o mais interessante é o dimorfismo sexual, o macho possui uma cauda bastante interessante, abaixo coloquei uma foto para mostrar a beleza dessa ave.  


Outro trabalho interessante foi a observação dos ninhos do "Japu" outra ave maravilhosa, sua pena amarela vibrante e seus olhos azuis encantaram e nos prenderam uma tarde toda apenas observando-a. Abaixo está a foto dessa ave, não é linda? E também mostro na outra foto os ninhos das aves, olhem que interessante, eles criam os ninhos de forma bastante estratégica, se você passar e não olhar com atenção você não consegue perceber. 




Foi muito interessante o passeio pelo rio São Francisco, foi muito difícil andar nas pedras, isso nos deixou com a adrenalina a mil, e adivinhem qual era o objetivo? Ver o famoso e raro "pato mergulhão", mas infelizmente não conseguimos vê-lo. Mesmo assim o passei foi interessante e cheio de surpresas, abaixo estão alguns "bichos" e cachoeira que vimos pelo caminho.


Abaixo estamos na nascente do Rio São Francisco, turma muito inteligente e engraçada.


"A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição." Aristóteles.



Antes ser uma mulher da sociedade, sou-a da natureza. 
(Adaptação da frase de Marquês de Sade)


segunda-feira, 21 de março de 2011

Bloqueio de compras de imóveis rurais por estrangeiros

Faz um tempo que não posto, mas é que desde quarta muitas coisas aconteceram. Primeiro na quarta recebi a notícia que fui aprovada no MBA de Gerenciamento de Projetos da FAGEM - Universidade Federal de Uberlândia. Na quinta foi a palestra de abertura, depois de assistir as palestras do Charles Tang e Alberto Luiz Albertin tive oportunidade de conversar com Tang e tirar dúvidas de alguns pontos que não concordei em suas colocações.
Depois de conversarmos passei a perceber que estou realmente com mente sustentável, pois estou compreendendo pessoas com pensamento totalmente economista igual ao dele. O Tang "diz ser brasileiro por opção e preside a Câmara de Comércio e Indústria Brasil China (CCIBC) que é a única legitimada pelo acordo que, desde 1988, mantêm com o CCPIT - Conselho Chinês para a Promoção de Comércio Internacional, órgão do Conselho de Estado da China, que têm entre suas funções, o reconhecimento das Câmaras Da mesma forma, a Federação das Câmaras de Comércio Exterior, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Conselho de Câmaras de Comércio Exterior  bilaterais.reconhecem a CCIBC como a única Câmara bilateral Brasil China." (Fonte: http://entrevistaceo.blogspot.com/2007/03/charles-tang-da-cmara-brasil-china.html).
Um dos pontos que somos opostos é com relação a decisão do governo de bloquear negócios de compra e fusão, por estrangeiros, de empresas brasileiras que detenham imóveis rurais no País. Esse tipo de negócio estaria ocorrendo, segundo avaliação do Planalto, como uma forma de burlar restrições impostas no ano passado à compra e ao arrendamento de terras por investidores estrangeiros.
Sou a favor desse bloqueio aos estrangeiros que compram terras para produzirem de forma "desenfreada", já o Tang acha isso um retrocesso. Não julgo seu posicionamento, pois ele tem uma experiência de vida impressionante, é americano e convive com chineses diariamente, duas nações que não tiveram preocupação com as questões ambientais. Concordei com ele que é injusto com os estrangeiros que investem em terras para proteger nossos biomas e também tentei demonstrar a importância do Brasil em ser reconhecido como um país "verde" e não devemos nos comparar com potências que não serviram de exemplo ambiental ao mundo. Essa é uma visão que compartilho com o ativista Naido. Em sua reportagem para BBC Brasil na série " O que falta ao Brasil?" ele responde de maneira muito sábia: “Considerando a crise do aquecimento global, apenas os países que incluírem a preocupação ambiental em seus planos de desenvolvimento econômico, tecnológico e social terão sucesso como líderes do futuro”.


Voltando ao bloqueio de novos negócios, ele foi determinado no dia 15 de abril pela Advocacia-Geral da União ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Abaixo está a reportagem do Estado de São Paulo sobre o tema:
O ministro "repassará a ordem às juntas comerciais: operações de mudança do controle acionário de empresas proprietárias de áreas rurais envolvendo estrangeiros não poderão ser formalizadas. A partir do aviso, operações eventualmente fechadas podem ser suspensas na Justiça. As juntas comerciais também vão auxiliar  os cartórios a identificar a participação de capital estrangeiro nas empresas que comprem terras.
O ato do ministro Luiz Inácio Adams é mais uma tentativa de controlar o avanço de estrangeiros sobre terras no Brasil. Em agosto do ano passado, parecer da AGU enquadrou empresas brasileiras cujo controle acionário e controle de gestão estejam em mãos de estrangeiros nas mesmas restrições impostas a empresas e pessoas físicas estrangeiras.
Desde a década de 70, a lei impede a compra ou o arrendamento de mais de 50 módulos por estrangeiros. O limite, por município, equivale a 25% de seu território sob controle de cidadãos ou empresas de outras  nacionalidades. Uma mesma nacionalidade estrangeira não pode deter mais do que 10% da área de um determinado município. Essas restrições haviam sido suspensas para empresas brasileiras, mesmo com controle estrangeiro, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.
As restrições foram restabelecidas há sete meses e atribuídas a um cenário internacional que estimulava o avanço de estrangeiros sobre terras no Brasil. "A crise de alimentos no mundo e a possibilidade de adoção, em larga  escala, do biocombustível como importante fonte alternativa de energia, apta a diversificar, com grande vantagem, a matriz energética nacional, são os principais vetores dessa nova abordagem da questão da propriedade da terra no Brasil", argumentou a AGU. A esses argumentos juntaram-se a elevação do preço das commodities e a especulação com o preço das terras, até a necessidade de conter o desmatamento na Amazônia.
O parecer também chamava a atenção para a falta de controle sobre a compra de terras por estrangeiros. O número mais recente, fechado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) na semana passada, aponta em mãos de estrangeiros uma parcela de terra equivalente a 20% do Estado de São Paulo: 4,5 milhões de hectares ou 45 mil quilômetros quadrados - números que, segundo as autoridades, não traduzem a realidade.
Os estudos da AGU também levaram em conta relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) sobre o avanço de estrangeiros, também, sobre áreas de terras no litoral brasileiro."

quarta-feira, 16 de março de 2011

Oficina de Capacitação e Apresentação do Programa "Produtor de Água"

Hoje tive mais um dia com grandes aprendizados. 
O dia começou cedo com a viagem à cidade de Nova Ponte para participar da Oficina de Capacitação e Apresentação do Programa "Produtor de Água". Fui junto com a secretária do meio ambiente da cidade, aprendi muito sobre diversos assuntos. Um dele foi sobre a questão espiritual individual através da prática de meditação. Essa é uma prática que sempre tive vontade de aprender, e que espero colocar em prática daqui para frente. Meu receio é que eu seja igual a Elizabeth Gilbert, interpretada por Julia Roberts no filme " Comer, amar e rezar" que na sua primeira tentativa de meditação ficou imaginando a decoração da sala de meditação. Não pelo fato de ficar pensando em decoração, mas pelo fato de sempre estar pensando em alguma coisa, sempre buscando algo e tento várias idéias. Mas acredito que tudo na vida é questão de dedicação e prática, sendo assim o que me falta agora é apenas dar o primeiro passo.

Foto: Estava tentando meditar em pleno Navy Pier em Chicago. Esse era um dos únicos lugares que tinha um clima tropical, era um Crystal Garden, tudo muito lindo e transmitia uma paz incrível. O Navy Pier é fantástico, ele possui todo um programa de sustentabilidade implantado, possui plano de eficiência energética própria, prevenção à poluição, time verde de iniciativa a reciclagem e vários outros projetos futuros, que podem ser acompanhados pelo link http://www.navypier.com/about/sustain_topics.html.

Voltando ao meu dia, o segundo momento de aprendizagem foi com o consultor do IGAM, Benito Marangon, que além de aprender muito com a seu excelente didática aprendi que hoje sobre a competência do conselheiro nos Comitês de Bacias Hidrográficas e várias legislações abrangendo a água. Um assunto interessante abordado e que eu não tinha conhecimento é que pela Constituição de 1934 as águas podiam ser públicas, privadas ou dominicais. Hoje sabem que a água é de domínio público, e que isso é muito importante para o desenvolvimento de gestão de recursos hídricos.
Outro "professor" que tive hoje foi o  Devanir Garcia dos Santos Gerente de conservação de Água e Solo da ANA - Agência Nacional das Águas. Sua palestra foi riquíssima, abordou o Programa Produtor de Água de forma brilhante. No final do ano passado eu conheci sobre esse programa através do  Coordenador de Estratégias de Água Doce da TNC (TheNature Conservancy), Albano Araújo. 
Considero o Albano uma pessoa ímpar no meu desenvolvimento profissional, pois através de uma reunião conseguiu me passar várias informações primordiais para meu trabalho, como também a Pedaga Hídrica.

terça-feira, 15 de março de 2011

Reunião de Hoje

A reunião de hoje do COPAM foi muito interessante e de grande aprendizagem. Alguns empreendimentos foram polêmicos e a reunião teve duração de 4 horas e meia. Mesmo sendo longa hoje os conselheiros se mostraram muito adeptos e preparados para discutir os assuntos ambientais.
É bastante interessante em um conselho existir representantes com visões tão distintas, isso faz com que o resultado das discussões sejam ricas e abrangentes. É necessário que o Conselho seja formado por todos os representantes dos setores, isso torna os empreendimentos sustentável e equilibrados.
Mesmo com posicionamentos que acredito serem desnecessários, por parte de representantes de instituções que possuem como atribuições a defesa ambiental e na hora de tomarem decisões muitas vezes se omitem ou as vezes até são divergentes ao ambiente, a reunião se mostrou bastante favorável nas questões ambientais.
Aproveito para parabenizar o Ministério Público e a Universidade Federal de Uberlândia, na figura dos seus respectivos representantes, pelos brilhantes posicionamentos.
Finalizo com a frase que é o lema da organização em que sou supervisora, representante nos conselhos (COPAM, COPA Uberlândia, COPA Iturama e COPA Frutal) e que acima de tudo me considero uma voluntária: " Só se preserva aquilo que se ama, só se ama aquilo que se conhece" Aloísio Magalhães.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Descobertas


Na foto estou encantada com a beleza natural da Serra dos Órgãos no Rio de Janeiro. A subida foi difícil, mas a recompensa foi maravilhosa. Para mim não existe melhor sensação no mundo do que estar em contato pleno com a natureza.

Já tem algum tempo que estou pensando nas funções que os biólogos podem atuar. No site do Conselho de Biologia existem muitos campos, mas percebo que a prática é bastante diferente. Percebo que não é só na biologia que um profissional que ser superior ao outro, acho isso muito errado, pois no mundo atual existe espaço para todos. Acredito que é necessário ter multidisciplinariedade.
Realmente o desemprego existe, mas acredito que para os bons e persistentes sempre haverá oportunidade, pode ser que não seja a desejada no momento, mas sempre haverá.
No começo da Biologia eu não sabia muito bem o que o biólogo fazia, mas sempre tive a certeza que era isso que eu queria para o futuro. Tem pessoas que nascem com dons para ser músicos, artistas, atletas e até políticos. Eu nasci para defender o meio ambiente. Parece um pouco utópico, mas para mim é muito importante e necessário. Tenho os meus ideais e luto por eles com toda minha força todos os dias.
Faz pouco tempo que percebi que ambientalista é uma opção a ser seguida, e desde então eu visto a camisa e levo para todos os lugares minhas concepções. Não sou uma ambientalista cega, pois vivo em um mundo globalizado, uso roupas e como carne. E sei que se eu quiser continuar a fazer qualquer coisa eu preciso conservar meu ambiente. Por isso acredito nas maneiras sustentáveis de agir. Acredito também que daqui uns anos eu consiga mudar muito o meu modo de agir e consiga influenciar positivamente muitas pessoas.
Amanhã tenho uma Reunião do COPAM (Conselho Estadual de Políticas Ambientais) em que eu sou conselheira. Espero conseguir colocar em prática nos empreendimentos essa minha visão sustentável, sempre amparada à legislação pertinente e aos estudos ambientais existentes. Acho muito interessante nessas reuniões às formas que muitos se posicionam e a diversidade de interesses. A evolução que eu percebo nessas discussões é o fato de nós estarmos lá e termos o direito de nos posicionar. Isso nos mostra que podemos e devemos fazer a diferença que o mundo espera de nós, de mim e de VOCÊ!